O que fazer para salvar uma relação? – Por Sandra Maia

O que fazer para salvar uma relação?

Esta é a questão que não quer calar. Afinal, quem está dentro não quer sair! Então, o que fazer para salvar uma relação? Temo dizer que não há mágica. Não há formulas mirabolantes para sair de uma situação que criamos sem, primeiro, entender que contribuímos para o que está acontecendo. Bem, se isso ficar claro, é meio caminho andado. E, então, você pode seguir os dez passos de qualquer texto ou artigo que ensine como manter, ou melhor, salvar uma relação.

Melhor se fizer isso paralelamente a um amplo e profundo programa de autoconhecimento, visando o equilíbrio emocional. Você poderia começar por entender suas crenças, seus valores, sua reações, suas atitudes ou não atitudes. O que o move, o que o faz ser quem é nesse exato instante.

O que quer para si, quais os seus sonhos, sua essência, seus talentos. Quem, afinal, é você? Quais seus ideais, o que o toca, como funciona?

Mas, se não entendeu ainda a sua parte na relação, difícil será aceitar que faz parte do problema tanto quanto da solução. Uma relação não esfria do nada. A falta de respeito não se instaura por que um é mais culpado do que o outro.

Guerra e paz
Em relações saudáveis, existem dois seres saudáveis com todas as suas “neuras” particulares! E, também nessas relações, problemas, desentendimentos, confrontos – tudo acontece e demanda atenção para que a paz seja restaurada, de modo a manter a chama acesa. Como dizia um amigo, amor, afinal, é guerra e paz!

Há alguns dias, conversando com uma amiga, nos demos conta do quanto mudamos. E, nesse transformar, o peso de cada problema era agora a distância tão diferente. Então, nos demos conta de que o que une é o que separa quando somos jovens.

Casou, acabou
Deve haver alguma estatística que mostra o número de casamentos que terminam no primeiro ano. E devem mesmo ser muitos. Se você perguntar para qualquer pessoa a sua volta: ”Você conhece alguém que ficou anos juntos e, quando casou, foi morar junto, tudo acabou?!”

Isso acontece. Acontece nas melhores relações como resultado da falta de diálogo e da troca pertinentes à fase do “namoro” e que antecede o felizes para sempre. Pois é. Se nesse período propício para conhecer o outro e, mostrar nossas limitações e qualidades, não estamos disponíveis, quando então esperamos que isso aconteça?

Conhecimento e individualidade
Você deve ter um amigo ou amiga que vive ou saiu de uma situação similar a essa. Namoram, não se olham, não se questionam, não se conhecem – mas tem a química. E, então, pensam ter tudo. Não é! Um casamento, uma aliança, um compromisso demanda primeiro amar a si mesmo, conhecer-se, saber o que vai dentro, saber o que quer e espera do outro.

Demanda cultivar sua individualidade e o equilíbrio entre o que é mental, físico e espiritual. Demanda a escolha de querer incluir um outro e, depois, mostrar tudo isso a ele, colocar-se, confrontar valores, sonhos, ideologias, desnudar-se.
Fácil? Não, não é fácil. Para não quebrar o encanto, por vezes, quebramos a relação que está por vir. Deixamos de lado o diálogo, a comunicação, a discussão. Preferimos viver assim. Queremos só o que é doce. Se tiver um pouco de pimenta – bom, deixa para lá.

Castelos de areia
Essa é a base de muitas relações. Que começam com prazo para acabar. São castelos de areia construídos com medo, ilusão e vaidade. Ninguém conhece ninguém, ninguém se expõe, não se fala de emoção e aí vamos nós.

Retorno
É claro que, com o tempo, tudo muda. Mais maduros, passamos a ver a vida com outros olhos. E, talvez até por isso, acontecem tantas reconciliações de casais separados já há muito tempo. É, parece mesmo uma tendência a reconciliação de casais que já tiveram uma vida em conjunto, separaram-se, viveram outras experiências e, depois de um tempo, voltam a viver juntos.

Um amigo, outro dia, me contava sobre sua volta para casa depois de 10 anos. Eles tiveram um filho, se separam e agora voltaram a namorar. Ele estava muito feliz. E quero crer que ela também. Uma outra amiga reencontrou seu amor de adolescência. Viveram um romance quando jovens mas a vida os separou. Ele casou teve dois filhos e ficou viúvo. Ela viveu outros romances e agora só o reencontrou. Estão juntos e felizes.

Tendência ou não, fato é que ninguém entra na vida de ninguém por acaso. As histórias que vivemos deixam marcas. Positivas e negativas, diria, necessárias para nosso crescimento e aprendizado.

Boa semana!

A coluna de Sandra Maia é distribuída com exclusividade pela BR Press.

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